SECA
Ouço com mágoa a oração dos campos,
A terra
ressequida a implorar por chuva,
Vejo pouco
leite a sair dos figos lampos
E os bagos a
morrerem tísicos na uva.
É num quadro
assim de agonia coletiva
Que tudo parece
desmoronar-se em dor
Que acontece o
milagre de estar viva
A mais frágil e
percetível marca da flor.
As aves
recém-nascidas morrem à sede
A comtemplarem
rios de água, enxutos:
Eis que caem
sem terem corda nem rede
Porque são
novos e ainda pouco astutos.
Nos campos,
como no teu singelo rosto,
Algo resiste a
todas as contrariedades
E permite que
se comemore em agosto
A gratidão em
todas as aldeias e cidades.
Se me convidas
para a dança de improviso
Nessa expansão
de júbilo tão contagiante
Respondo com
afeto que o mais que preciso
Parabéns por este magnífico poema.
ResponderEliminarCusta muito observarmos a seca e todos juntos ou em separado desejamos chuva mas está é malandra e não aparece pelo menos por enquanto.
Aguardemos por ela com fé e esperança k ela virá e k não traga quaisquer tipo de prejuízo para ninguém nem para nada.
Um abraço .