REVOLTA

Revolta-me a revolta que me consome

Por sentir que tudo vai continuar igual

Com tanta gente boa a morrer de fome

Sem esperança de solução para esse mal.

 

Revolta-me ver que crescer os tiranos

Com garras cravadas no poder do povo

E assim se perpetuam por muitos anos

Sem que o sol nos traga algo de novo.

 

Revolta-me ouvir discursos de mentira

Com floreado multicolor e bom aroma

De quem sabe ao que um povo aspira

Ante quem o quer ver sempre em coma.

 

Revoltam-me as notícias dos jornais

Escritas por artistas no uso da falácia

Que negam sem pudor valores dos pais

Contando que isso resulte com eficácia.

 

Revolta-me a guerra movida ao interior

Como se fosse um estorvo a este país,

Mas gritarei bem alto, aqui ou onde for,

Que é nele que me encanto e sou feliz. 

Júlio Fagus (13/9/2025)

Comentários

  1. A revolta é uma dor infinita... K se sente e não se nota...
    Parabéns gostei

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