SENTENÇA

Sinto chorar a alma ao olhar em volta,

Na saudade antecipada pelo que arde

Por causa de um incendiário andar à solta

Escondido pela madrugada ou pela tarde.

 

Não há castigo que pague o mal que faz

Para lá do tolerável em maldade humana

E nem sei se a sua morte deixaria em paz

Um povo ameaçado por tamanho sacana.

 

Com pacto secreto com as forças do mal

Um malvado destes consegue sair vencedor:

Concorre e vence a qualquer força infernal

Saindo impune quando semeia o terror.

 

O que anda oculto, quando for descoberto,

Mostrará o rosto desse monstro horrendo

Para quem a terra tem um sepulcro aberto

Com lagartas ávidas de o estar comendo.

 

Se até a morte finta com a sua destreza,

Esse ser desprezível a quem nada invejo

Há de um dia arder, tenho essa certeza…

Não sou de vingança, mas é o que desejo. 

Júlio Fagus (14/8/2025)

Comentários

  1. Parabéns pelo poema.
    Gostei muito.

    E muito triste esta realidade mas infelizmente é a que temos.
    Pobre é quem tem prejuízos e não tem forma de os contornar, pois esses malvados deveriam " pagar" pelo k fazem só que... infelizmente isso raramente acontece.

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