COMUNHÃO
Espero colher flores nas tuas mãos, Beijar a tua alma com voracidade, Ouvir a melodia que nos faz irmãos Com tudo o que dá cor à realidade. Ainda que se unam os nossos lábios Num hino de alegria com a criação Continuo a admirar os gostos sábios Que me vêm à boca desde o coração. As mentes rasgaram as fronteiras Para acolher o estranho e bizarro Sem o trabalho nem as canseiras Que sinto nas histórias que narro. Tudo é mais fácil e mais natural Sempre que há a partilha de ser Na comunhão duma ideia normal Que só o tempo ajuda a crescer. Sinto-me como uma parte de ti Porque está aí a minha essência Sem chorar nada do que perdi Por seres prémio de excelência. Júlio Fagus (26/4/2025)