NÃO HÁ SÓ BONS, NÃO
Sigo a linha do tempo e da memória
Onde me cruzo
com patifes e heróis,
Com os que deixam
marca na história
E os que nada
valem hoje nem depois.
Há quem passe
na vida como meteorito,
Que, à medida
que passa, deixa rasto,
Outros são como
pedras que, pelo atrito,
Se aniquilam a
cada pedaço agora gasto.
Embora a
efemeridade nos seja comum
E cada um se
gaste como mais lhe apraz,
Há quem viva
num intermitente jejum
Em atos e
omissões para viver em paz.
Nem acertam nem
erram nas suas ações,
Mas estão de
língua afiada para criticar
O que outros
veem de bom nas estações,
No cume das
montanhas ou à beira mar.
Só tenho olhos
para a luz e a face clara
Do que acontece
comigo e à minha volta
Numa dinâmica
de vida que nunca para
Júlio Fagus (10/8/2025)
Não existem bons nem maus como em tudo na vida. E tudo uma questão de perspectiva, preferência ou outra coisa qualquer.
ResponderEliminarDevemos sim respeitar o outro como é e não como gostaríamos k fosse.
Parabéns gostei do poema.