PALAVRAS
Escorrem palavras e ideias
Até num corpo alucinado;
Brotam da pele e das veias
Do cabelo e de todo o lado.
Num turbilhão que se agita
Na cadência dos sentidos
Nenhuma palavra é maldita
Perante os espaços perdidos.
Tenha sentido ou só forma,
Seja para chorar ou para rir
Qualquer palavra, por norma,
Tem uma função a cumprir.
Há palavras que são beijos
Outras, lanças ou punhais,
Umas alimentam os desejos
Outras morrem nos jornais.
Há palavras que são fogo,
Outras, qual suave aragem,
Há naquelas todo um jogo
E nestas, culto da imagem.
No reino dos sentimentos
Onde o amor é mais forte
São muitos os pensamentos
Que vivem para lá da morte.
Onde há beijos e carinhos
Qualquer aroma há no ar
Pois são ruas e caminhos
Por onde dá gosto andar.
Quero palavras de beijos
Quero beijos de mil cores;
Para satisfazer os desejos,
Estimo ver-te sem ter dores.
Júlio Fagus (18/7/2025)
Parabéns por este poema e por estas palavras.
ResponderEliminarGostei
Continua a escrever.