EM COMUNHÃO COM A NATUREZA
É bom ouvir cantar os passarinhos
Na
aprazível cadência de embalar
Parecem
amantes em murmurinhos
Que
acham que ninguém vai escutar.
Em
sintonia com o que vejo nascer
Deleita-me
a candura do momento
E
sopro-lhes as raízes e faço crescer
Com
a suavidade dum parco vento.
Somo-lhe
a água cristalina a correr
Na
minha alma, cascata encantada,
Faz
lembrar orvalho ao amanhecer
Depois
de uma noite bem passada.
Algo
exerce atração em alguém,
Nem
me questiono por que foi,
Sei
que é algo bom e sabe bem
E
que pode ser ferida que não dói.
Estar
daqui a olhar não faz efeito:
Preciso
de sair do conforto do lugar
Sem
pecar por excesso ou defeito
Júlio Fagus (27/8/2025)
Excelente poesia.
ResponderEliminarContinua a escrever.
A natureza tem os seus encantos não tínhamos dúvidas.
ResponderEliminarParabéns por este poema.